Paixão de mulher

Ela sentiu o coração disparar quando o viu pela primeira vez. Ele estava em uma mesa a alguns passos em meio a outros, parecidos, mas não tão elegantes. Ele se destacava naquele grupo, era mais alto, mais bonito, atraía os olhares cobiçosos de todas as mulheres que passavam. Ela sentiu uma pontada de ciúme e resolveu que venceria a competição. Era ela quem o levaria para casa naquela noite.

Decidida, se aproximou, olhou demoradamente e sorriu. De perto ele era ainda mais impressionante. Cada aspecto de sua aparência a encantava. Ele não era velho, mas tinha uma graciosidade rara entre os de sua geração. Não havia um único fio fora do lugar, até as costuras do couro que o vestia eram perfeitamente alinhadas. Ausente, ele nem fazia ideia do efeito que causava, permanecia impassível em seu lugar naquela mesa.

Ela tomou a iniciativa. Chegou bem perto da mesa, quase encostando-se nele. Olhou em volta e viu a funcionária atenta que se aproximou. E então ela disse: “preciso deste. Tamanho 36”. A vendedora, eficiente, a atendeu prontamente. Subiu ao estoque para trazer o mais belo par de sapatos que ela tinha visto em toda a sua vida. Desceu com a caixa e um sorriso: “A senhora deu sorte, era o nosso último par.” E a mulher passou no caixa, pagou e saiu toda contente com o objeto de sua paixão.

 

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A primeira vez a gente nunca esquece: Campus Party

Primero apagão da Campus Party

Olá, pessoas!

Depois de uma reestruturação o blog voltou. E nada melhor para ressuscitar uma mídia digital do que a Campus Party, certo?

A semana passada foi bem intensa e divertida. Eu e o boyfriend fomos pela primeira vez ao maior evento nerd do país. Conhecemos um pessoal legal na fila, aproveitamos a conexão de 10Gb e assistimos a palestras de figurões e figurinhas do mundo digital/nerd. O evento em geral foi muito bom, porém passamos por alguns transtornos.

Excesso de bagagem, filas e apagão

Nosso primeiro transtorno aconteceu em função da inexperiência. Campuseiro de primeira viagem não sabe muito bem o que levar e o que deixar em casa, para não esquecer nada recorremos a vários checklists de inúmeros blogs, fóruns e etc.. (basta dar um google pra ver a quantidade disponível na internet) Resultado levamos mais do que podíamos carregar e utilizar em uma semana. Contabilizei 9 volumes para o Rodrigo e 3 para mim e é claro que isso tudo não caberia no carro.

Optamos então por fazer duas viagens, primeiro iríamos somente com o equipamento que precisava ser cadastrado,ou seja, dois notebooks (um meu, um dele), 2 monitores (dele), um desktop (dele) e um console (dele também, a essa altura é de se supor o motivo de tantas malas).Uma vez lá dentro os pais do Rodrigo levariam o restante das malas para nós.

O plano era perfeito, a não ser pelo nosso segundo problema: uma fila absurdamente imensa! Chegamos algumas horas mais tarde do que a abertura dos portões na esperança de encontrar um credenciamento mais tranquilo, aparentemente todo mundo teve a mesma ideia. O que nos salvou foi conhecer pessoas muito legais por lá que propuseram um revezamento: metade ficaria sentada num canto cuidando da bagagem de todos e a outra metade na fila, e assim enfrentamos sete horas até entrar no evento.

Com tudo devidamente guardado, fomos até à arena montar o equipamento e enfim degustar a tão divulgada conexão de 10Gb. E, queridos, eu queria uma dessas aqui em casa! A velocidade era tão ignorante que compartilhávamos arquivo a taxas de download de aproximadamente 8Mb por segundo!

Uma experiência incrível, pelo menos até as 3h da manhã quando a energia caiu pela primeira vez. Foi o início de uma confusão geral. As pessoas pegaram suas cadeira e foram protestar em frente ao único ponto aceso no Centro de Exposição Imigrantes. O aquário da Telefonica, onde se controlava toda a rede. Como o motivo do blackout era externo e mão havia previsão para o retorno da energia a maior parte das pessoas vltou para a área de camping para dormir. Difícil foi encontrar a barraca.

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